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A mostrar mensagens de fevereiro, 2018

Infância

Não sei se é saudade mas tenho vontade de chorar, a nostalgia dos dias que pareciam não querer passar... e de repente, foi como se adormecesse e despertasse para a dura realidade de jamais poder voltar atrás, restam as memórias, as histórias, as lágrimas abundantes e os sorrisos tão escassos, as dores e os abraços, intactos, espaços vazios, emoções em ruínas neste peito aberto, neste sofrer tão certo como o sol após o gelado breu, e tudo passou, tudo aconteceu sem esperar por mim. Morreram as carícias de quem me amou, e fiquei eu, só eu... só eu.

Palavras vazias

Hoje só tenho palavras vazias... os olhos baixam de cansaço, constatação de fracassos, estou a um passo da perdição, sem direcção, sem tempo ou espaço. Vivo num abraço eterno de conforto, é tudo ilusão pois estou morto. Sei hoje da minha insignificância... vagueio por desígnios misteriosos em busca de um propósito, um lugar onde me sinta em casa.

Desconheço

Há profundidades inexploradas, debaixo da pele há o tudo e o nada, há a fusão dos pólos, explosão de emoções há tanto contidas, pensei ingenuamente que podia esquecer. Sou um vulcão ao som de uma qualquer melodia, uma imensidão de sentires e é no fundo mais fundo que estou a ver a luz. Uma que não está acima nem abaixo, mas em mim. há tanto por descobrir nesta existência, nesta insistência minha de compreender. Vejo com todos os meus sentidos. Ainda não sei quem sou mas conto com certeza com a eternidade. Já não tenho pressa, nem medo nem esperança num sonho que não seja o meu. Sou um peregrino sem mapa, um nómada regido pela natureza e não pela idílica ilusão de estabilidade. Na verdade não vim aqui escrever nem uma letra mas parece que há palavras que se escrevem sozinhas. 

Isso eu sei...

Incrivelmente sobrevivo depois de decidir ser livre.. num mundo que me come vivo todos os dias. Consome-me os nervos e depois me abandona... Mas sou eu que saio, sou eu que vou, não sei para onde, provavelmente para onde me levar o vento... Sou um grão de pó, para preocupar-me com a tão infinita vastidão de tudo aquilo que não sou, vítima do que não sei, pensamentos criam vibração, palavras criam vibração, acções criam milagres. Isso eu sei, isso eu sinto.

Fujo da vida

Passo toda a noite à espera que venha o sol, mas quando ele chega eu escondo-me, abrigo-me dele, fujo da vida na tentativa de a viver, digo que está muito quente, demais ardente para que eu o enfrente. E assim não vivo, não sinto, não sei. A vida não é diferente, tentamos fugir dela constantemente, pensando que à frente há uma estrada, uma saída sempre, um caminho a percorrer ou a trilhar, conforme a coragem e a força que nos reste. Uma fome antiga, uma que nunca foi saciada, 34 anos de uma dor invisível, de um ardor infinito, de uma agonia. Atravessar o tempo, de um lado ao outro de mim mesmo, num caminho tão vasto como o próprio universo, suspenso, inerte, imerso, numa outra dimensão, interior, morre o valor e a forma, e resta a intenção, a criação, a vibração, a própria vida.

Livre para quê?

Então o que chamar ao fascismo??? Um movimento pacifista de ordem e paz ( e de censura, de espionagem, de valores totalitários muito semelhantes ao castrismo, ao leninismo, ao cristianismo, ao islamismo, ao socialismo, ao terrorismo). Salazar, o Magnânimo, herói do seu analfabeto povo, líder de multidões de acéfalos que pouco rasto deixaram na história. Esse grande líder que ficou na trincheira com o seu país enquanto a guerra acontecia lá fora, heróis da covardia; e tudo o lhe mereceram as suas acções são a celebração num qualquer dia de um grupo de covardes, que com ele se escondem na trincheira até hoje. Glorificado, imortalizada a sua insignificância. Vivemos em corporatocracia. É esse o nome desta actualização de sistema. Temos de nos manter atualizados, cientes que a verdade jaz lá atrás no passado. Tudo o que foi apagado, editado, toda essa verdade, não se extinguiu por acaso, foram levados a cabo durante séculos expedições incontáveis a todos os cantos deste planeta para que tu...