Inexistência prepotente


Em extase apresentas-te, colossal beleza, 
tua e só tua riqueza que vejo, amante
no meu trono, ao meu lado  brilha o teu sorriso.
Perco o juizo mas nunca a clareza da tua imagem
real ou imaginada, e quando a ausência troca de
lugar com a presença, sou só eu quem resta
neste circo abandonado onde atuo sozinho.
Inexistência prepotente... O resto é só frieza,
que me gela por mais que emane o meu calor.
Minha certeza porém é a de que não estás aqui,
não por meu não querer mas por não mais te sentir.

Tiago Sobral

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