Coração ancorado

Um poema que se escreve sozinho,
um eco de uma guitarra na praia,
vê partir o marinheiro com lágrimas de sal
e de ternura, vagueando nas ondas
embaladas pelo vento,
estas "só", com Deus no pensamento,
sem certezas de voltar, e o desalento
que te faz tombar, deixa-te a deriva sem querer...
Não e culpa do vento, no momento que partiste,
foste embora sem chorar,
Não mostrando o sentimento escondido
no profundo desalento,
de quem não pode revelar
a verdade que tanto te atormenta.
De quem é esse coração ancorado
na baía da saudade?
Não é meu, é verdade.
Fui eu quem te quis,
que em sonhos desfiz esse nó de marinheiro,
já não pertences aqui; 
Fui eu quem sonhou que em paz estarias se não estivesses comigo!
Serei culpado?
Estarias tu a meu lado caso a maré não te levasse?
Estaria eu aqui sentado, no pontão desesperando
por te ver regressar?
Só Deus sabe se voltarás...
Só Deus sabe para onde te levou a maresia,
Nesse teu barco chamado "Coração Ancorado"

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