Tempo

Cinzenta como as nuvens escuras e carregadas do inverno,
assim era a minha alma, que voava ao vento entre tormentas sem fim,
levada a crer que o sol jamais voltaria a brilhar,
enquanto sozinha sofria e se punia, tentava em vão viver,
alma vazia que me escolheu um dia, para em meu corpo habitar...
Escolheu as lágrimas de um poeta como seu lar.
Alma sua, alma minha, poeta das lágrimas do coração,
esta melancolia imortal, que viverá para além do meu tempo,
quando esse tempo se esgotar.
Nasceu comigo e comigo morrerá,
Apenas parcialmente quando essa hora chegar.
A minha poesia... Essa viverá para sempre.

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