Estado de alma de alguém vazio
Declamo dor,
palavras que ferem,
silêncio que chora por ti;
Preenche esta ausência... volta,
fica comigo, nunca fujas do meu toque.
Transparentes como o firmamento
os teus olhos não escondem segredos;
A tua pele que hipnotizava os meus dedos
já não anseia o meu tocar.
Como pude duvidar dos teus medos,
que nunca quis partilhar?
Estou sozinho neste beco e agora
apenas a minha sombra me dá ouvidos
e me alimenta este vício de te amar.
Constante é o meu recordar
e o martírio que sinto,
não posso ocultar o meu pesar
por te ter deixado ir...
Não te abandonei, mas deixei que partisses sem te travar;
Foste sem jamais olhares para trás,
agora, magoado e enraivecido estou só, amargo,
deixando corroer em mim o resto daquilo
que um dia sei que sentiste,
estou acabado; nunca pensei que desistisses de mim.
Eu destruo o que restou, não quero mais ficar aqui a reviver o que perdi,
apago as memórias dentro de mim
para que não doa mais a tua ausência.
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