Fado esquecido
Vejo o sol que adormece e que se deita sobre o mar,
e o fado que é tristeza ou alegria
suavemente se aconchega em sua cama salgada,
já cansado de cantar minha voz se cala sem magia,
até que a lua chega e com ela trás também seu brilho;
Ninguém traça o próprio destino, todos calam e acalmam
ao ouvir o trinar desta guitarra mal acostumada,
deita-se tarde e sempre geme, olhando as estrelas
o fadista treme e já não teme o acordar.
O amanhã que se aproxima será um dia
também passado de vida sombria...
Neste momento regozijo-me sozinho
infortúnio desapegado do ser e do não ser..
De saber que não é fado sem amor,
prazeroso este perder que se envolve em meu sonhar
feliz por largar uma lágrima, por chorar,
por ser capaz de sentir... de amar;
Fado é dor do passado, saudade,
lembrança que dança no solfejo da vida...
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