Sentimento crú

"Sou um poeta que despeja sem vergonha os sentimentos crus que em mim habitam, sem medo do teu ou de qualquer outro juízo pois sinto cada palavra que escrevo, que a ti chegam mas que nunca me abandonam. Sou o meu reflexo despido de um ego inimigo que sempre me perseguiu; um dia fiz-me mais forte e sepultei-o numa vala já cavada, meu passado, e com ele a máscara que usava, pois a farsa em que vivi não era vida, nem morte, nem coisa alguma... E depois na leveza que se gerou meu pranto calou-se, fui ofuscado pelo brilho daqueles que a mim se dirigiram, sem que soubesse fui abençoado, e hoje a minha poesia é o sangue que me flui nas veias, sem ela não sou nada, sem ela sou catarse da minha alma que se esconde no breu do não viver."

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