Soluçando dor
Os meus medos,
as estrelas,
o destino que se avizinha,
as paredes deste pátio
onde chorei a teu lado,
a lua e o Fado,
quase sonho, grito calado,
contigo sempre no meu leito,
pranto chorado...
Fonte de Fado já esgotado,
sentimento alado nas asas do meu peito;
Veleiros ao longe passam
e eu quero ser o vento,
que te sussurra alento,
para que não temas voar;
Um homem e uma criança vestiam de negro,
par sagrado, saudade e segredo,
vil vontade, medo...
É tarde e minh ‘alma chora o tempo que passou,
as marcas bem vincadas,
cicatrizes da memória no coração;
Resta-me o amor pelo Fado,
com o qual choro e me amparo,
dilema, melancolia que adoro.
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