O fado

O Fado sou eu,
são memórias só minhas
que o tempo jamais apaga,
o fado, aquilo que sou,
O grito de saudade no meu peito
que propaga nostalgia,
O meu pais, a minha terra,
que quis que fosse Poeta.
Homem desse mar, desse chão,
que carrega nas linhas da sua escrita
o trinar da guitarra, o eco da diva
que jamais padece;
Amália, sou teu filho, teu amante...
Tua voz é tudo o que tenho, nascido em Lisboa,
essa cidade que me aquece a alma,
sou mais um mendigo do Tejo, lado a lado eu e o fado...
Pobreza que não entristece o pedinte
que ao ouvir a guitarra chora,
mas um copo se entorna e o espírito
que chorava agora ri,
Porque esse trinar de saudade,
a mágoa das ruas perdidas,
lembra a tua voz...Lembra-me de ti...

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