Perdido
Não murmures o amor por aí, abraça-me sem medo, sem certeza, sem nada que sequer se pareça com uma promessa, grita sem gritar e que se ouça para além da lua que em mim repousa agora. É um gigante este vazio, é cortante o frio agora que caminho no fio da navalha, mas eu avanço nas sombras do que fui e sou a única esperança que restou. Mas que é feito da força agora? depois da tempestade nem eu fiquei de pé, e até a minha fé inabalável sentiu dúvida. A hora é de luto por tudo o que perdi mas principalmente por estar perdido.
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