Inexistência prepotente
Em êxtase apresentas-te, colossal beleza,
tua e só tua riqueza que vejo, amante,
no meu trono, ao meu lado brilha o teu sorriso.
Perco o juízo mas nunca a clareza da tua imagem
real ou imaginada, quando a ausência troca de
lugar com a presença sou só eu quem resta
neste circo abandonado onde atuo sozinho.
Inexistência prepotente... O resto é só frieza
que me gela por mais que emane o meu calor.
Minha certeza porém é a de que não estás aqui,
não por não querer mas por não mais te sentir.
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