Lua, meu amor
É meia noite e a cidade repousa, sopra o vento descontente na face desta cidade que é moça;
Não veio hoje minha amante, a Lua, ao meu encontro deslumbrante como esperava,
hoje não te vejo, estás encoberta por uma nuvem negra, teu chorar.
Triste é o meu adormecer e o meu sonhar, e a tua ausência nos meus sonhos é ausência ao acordar.
O sonhador olha as estrelas, deseja um dia movido pela agonia aprender a voar como as gaivotas ou padecer,
esgotado pelas derrotas deseja ver a tua face nua, o outro lado que escondes...
Por meu, teu desespero, minha como antigamente, deslumbras-me sempre.
Lua dos amantes que hoje se quer esconder...
Do lado oposto do meu pensamento já não choro,
vejo, sinto, toco todo o teu sofrimento;
Falta-me o tempo, dormente de meu mais nobre sentimento perco a calma, impaciente,
pelo momento em que meu querer sozinho seja capaz de te esquecer.
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