Íntimo tumultuoso

Memórias que me perseguem, como me perseguem todos os sentimentos também;  de nada serve lembrar, não quero sofrer novamente... Consciente que há sempre alguém em pior valência que a minha, como posso escolher sentir alívio ou esquecer? Menos dor... Minha alma nem sempre é forte... tenho momentos de dúvida... descubro-me num canto sozinho a chorar, encolhido com medo que já não quero sentir... mas é pavor... a minha mentira já não se sustenta na ilusão que eu criei... não acredita nela mesma... mascaro-me de amor... quem sou... o que sou... e porque sou eu capaz... Não queria sê-lo, e dizê-lo é enfrentar o meu demónio... é sentir desdém de quem quer ocupar a minha vida e torná-la num inferno... Eu porém... quero acreditar que sou capaz de transformar o mais horroroso pesadelo num sonho impenetrável de prazer... é belo esse utópico sonhar... delírio de um ser que quer saber qual o seu lugar... essa dúvida reflecte-se na fraqueza deste espírito que quando em vez quer baixar os braços, calar a mente, fechar os olhos... desistir. Quem sou eu? Este ou o outro lado de mim? Ambos repartem o meu pensamento e comandam meu corpo... Eu intervenho somente com palavras sábias de bom senso sempre que preciso... Amo a vida e dela não desisto, esta experiência fulminante de aprendizagem à qual assisto.

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